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Membro da Rosacrucian Fellowship desde 1984
 É nosso destino florecermos. Uns abrem primeiro do que outros, mas todos lá chegarão. Felizmente, temos uma filosofia que nos livra do fogo eterno, embora saibamos que cada um há-de purificar-se no seu inferno. Depois disso, pode ser que também nos sintamos mais
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«E mesmo tão cansados floriremos»
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«Irmãos vivos do mar e dos pinhais »
Um dia

Um dia, mortos, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados, irreais
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais, na voz do mar,
E em nós germinará a sua fala.

Sophia de Mello Breyner Andresen
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 Os heróis de agora
Vivem no país ausente
Onde toda a gente mora.
Vão garbosos a passar,
Aprumados um a um.
Um dia estarão a repousar
No panteão da vala comum.

Eduardo Aroso

Publicada por Serra d'Ossa
 em 19.1.10
Os (In) Distintos
Amor,
Desculpa-me a demora.
Chorava a ouvir Mozart.
Não posso chorar por ti,
Interrompido agora
Para chorar por Haiti.
 
13-1-10
Eduardo Aroso
Pátria vista da fraga onde nasci.
Que infinito silêncio circular!
De cada ponto cardeal assoma
A mesma expressão muda.
É de agora ou de sempre esta paisagem
Sem palavras
Sem gritos,
Sem o eco sequer de uma praga incontida?
Ah! Portugal calado!
Ah! povo amordaçado
Por não sei que mordaça consentida!

Miguel Torga - Panorama

 IMPREVISTA


A morte é a crise imprevista

Que surge um dia no mercado.

Certo é que quem aqui invista

Ganha sempre do outro lado…
 

(Aos nove de Fevereiro de dois mil e dez,

Ano da Graça de Deus).

Eduardo Aroso