Rosacruz
«Aquele que ama a seu irmão está na luz»
«Se há alguma consolação em Cristo, se há algum conforto no amor, não atente cada um para o que é propriamente seu, mas também para o que é dos outros».
A sexta-feira é o dia da semana regido por VÉNUS, cuja oitava superior é URANO regente de AQUÁRIO. O Sol, no seu movimento aparente, já está cruzando o SIGNO DE AQUÁRIO. Hoje, dia 22 de Janeiro, é a primeira sexta-feira do signo de AQUÁRIO.
Eis o momento ideal (como as próximas 3 terças-feiras) para meditar sobre AQUÁRIO e URANO. No aspecto planetário discernir a diferença entre o amor de Vénus (estético, de aproximação, cooperante, podendo ser para realizações mais ou menos mundanas. E nisto está a diferença, URANO, inventivo e mais que humanitário, nada quer de material, não tem posse, está além do sexo (mas não o ignora), fusão num altruísmo superior.
A frase «a César o que é de César, a Deus o que é de Deus» bem se pode aplicar à maneira como, no presente estado de evolução da maioria das pessoas, reagimos a Vénus e a Urano, a menos que alguém seja muito adiantado espiritualmente, isto é, que já não tenha laços nenhuns venusianos…
Fraternalmente
Eduardo Aroso
"Deus criou o homem a sua imagem e semelhança". Gn 1:27
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Membro da Rosicrucian Fellowship desde 1984
Centro Rosacruz Max Heindel
«Vós sois meus amigos».
João 15:14
Da Epístola de João e das Cartas de Paulo
Neste momento tão difícil para os habitantes do Haiti, concentremo-nos nestas palavras, enviando pensamentos e orações que ajudem os que sofrem e os auxiliares invisíveis.
Fraternalmente
Eduardo Aroso
Com a meditação de PEIXES, completa-se hoje o sagrado ciclo de Natal de 12 dias, cada qual dedicado a uma das 12 Hierarquias Divinas.
Um ano pleno de realizações espirituais. Faço votos de que SE REÚNA O QUE ANDA DISPERSO.
Fraternalmente
Eduardo Aroso
«Vós sois meus amigos».
João 15:14
Uma criança muito suja atira pedras a um cão.
O cão não foge. Esquiva-se e vem até junto da criança
Para lhe lamber o rosto.
Há, depois, um abraço apertado,
De compreensão e de amizade.
E lado a lado, com a mãozinha muito
Suja no pescoço felpudo, lá vão,
pela rua estreita, em direcção ao sol.
António Salvado, in "Cicatriz"
Amizade
QUANDO COMEÇA O ANO?
Sobretudo durante as últimas décadas, temos assistido a uma mudança drástica nos costumes e hábitos de todo o género. As sociedades modernas têm progressivamente consagrado a mudança do ano (civil) de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, de tal modo que nos últimos anos quase ninguém quer ficar em casa, a não ser por motivos de saúde, mau tempo ou dificuldades económicas, sendo que este último motivo, paradoxalmente, é em grande medida anulado, basta observar um pouco o que vai à nossa volta.
Mas num ponto de vista cósmico, numa perspectiva do Tradicional (que se verificou durante séculos e milénios) quando começa o ano? Corinne Heline na sua obra OS 12 DIAS SAGRADOS, veio repor - ou pelo menos chamar a atenção para o assunto, ao mesmo tempo que iluminando-o de esclarecimentos e outros conhecimentos – um antiga tradição que se pode resumir mais ou menos nisto: o Dia de Natal e os 11 dias (1+11 = 12) que se lhe seguem, até ao dia 6 de Janeiro, são como que um período de incubação do novo ano. Como é sabido, nos solstícios a terra parece parar para inverter de novo o movimento. No caso do Natal, no solstício de Inverno (Hemisfério Norte), o ponto de maior escuridão e frio, daí nesta época ser o melhor período de “incubação”. Corinne Heline diz-nos que, cada dia, de 26 de Dezembro a 6 de Janeiro, é especialmente dedicado a uma das 12 Hierarquias Divinas, ou cada uma delas projecta na humanidade o seu arquétipo que terá um desenvolvimento durante o ano, nos 12 meses solares.
Costumo comparar isto com alguém que vê a planta de uma casa tentando imaginar, no geral, a habitação como vai ela ficar. Aqui levanta-se a seguinte questão: se é alguém habituado a ver a relação da planta com a casa, entenderá mais claramente o que pretendeu o arquitecto; se não tem prática, terá mais dificuldade. Ora, é neste ponto que há toda a razão para a recomendação de C.H. no sentido do aspirante espiritual meditar em cada um desses 12 dias na respectiva Hierarquia Divina – frase bíblica, apóstolo relacionado e outros pensamentos. É suposto, assim, que o que se fizer ou não fizer nestes dias, terá uma repercussão, desdobrada, nos 12 meses do ano, no que respeita à consciência espiritual e à vivência dos princípios de cada Hierarquia.
Para terminar, gostaria de chamar a atenção para o seguinte facto que considero interessante, e por nunca o ter visto escrito em lado nenhum, passo a partilhá-lo:
Apesar da ênfase actual no ano civil “interrompendo” este ciclo sagrado de 12 dias, ainda assim as coisas acontecem numa admirável proporção e significado. Proporção porque o dia 1 de Janeiro é o começo da segunda metade (6) dos 12 dias. Parece isto que a primeira metade, de 26 a 31 de Dezembro fica “santificada” e a outra não, a de 1 a 6 de Janeiro? Não sei o que responda, mas quanto ao significado, descortinamos algo interessante: das 12 casas do horóscopo diz-se que da 1ª à 6ª é o hemisfério inferior ou nocturno, o do nascimento, crescimento, absorção e purificação (repare-se que a 6ª casa é regida por Virgem, signo do discernimento e da purificação, casa também da saúde). Ou seja depois de tudo isto estamos, simbolicamente, preparados para as associações (7ª casa, Balança – parceiros, casamento, sócios, contratos, convívio). Esta casa inaugura o hemisfério superior ou diurno, onde crescemos por processos mais conscientes de associação, regeneração, ideais superiores, participação na comunidade e por fim abnegação (12ª casa).
Assim, é interessante verificarmos que o ano civil, a 1 de Janeiro, é o dia dedicado à Hierarquia de BALANÇA, cujo signo Zodiacal (7ª casa do horóscopo) é regido por VÉNUS, a vibração que impele ao associativismo, à cooperação, às artes. Talvez, também, por esta razão há o costume actual da realização de concertos musicais pelo mundo inteiro, saudando o ano vindouro. Vemos, portanto, que nestes desacertos do mundo moderno, há aspectos ocultos que se sobrepõem, e, como diz Max Heindel, muitas vezes a forças que dirigimos mal, os seres superiores aproveitam de uma maneira pouco clara para nós.
Eis a razão por que hoje, 31 de Dezembro, 22:30 h em Portugal continental, não saio de casa para festejar o 2010 (um festejo também se faz em casa), pois o ano não acabou ainda, ou melhor, ainda não começou. Assim, desejo a todos os amigos e irmãos uma boa entrada na segunda metade do ciclo de Natal.
Fraternalmente
Eduardo Aroso